Reflexões Natannael Mesquita

Uma geração que “grita” silenciosamente por SOCORRO! Baleia Azul – Gatilho Suicida

Nos últimos dias só se tem falado de uma coisa: do Jogo da Baleia Azul. Esse “bendito” jogo se espalhou de uma forma viral através das redes sociais e tem gerado pânico e alerta a pais de adolescentes no Brasil e no mundo e de certa forma em toda a sociedade. E como cristãos posicionados, precisamos alertar, instruir e ajudar ao máximo de famílias possíveis sobre o perigo real que esse jogo tem causado.

Mas afinal de contas, o que é esse Jogo da Baleia Azul?

Bem, o Jogo Baleia Azul (Blue Whale), consiste em uma série de 50 desafios, que devem ser cumpridos diariamente e que chegam pelas as redes sociais (WhatsApp, Facebook, SMS e outras redes sociais) que vão da automutilação ao suicídio. O jogo funciona como uma espécie de “siga o mestre”, pois quem propõe os desafios e dita as regras é um mentor ou curador, o mesmo envia instruções do desafio a ser feito e em seguida pede fotos como provas se o desafio foi realmente executado.

De início, as tarefas parecem “leves”, como: assistir a filmes de terror, ouvir músicas psicodélicas e desenhar uma baleia azul em um papel. A medida que os desafios vão avançando, os mesmos vão ficando mais mórbidos e mortais, tais como: cortar os lábios, furar a palma da mão, desenhar com uma lâmina uma baleia no braço, irem para lugares altos e se automutilarem e o desafio finale desse maldito jogo é tirarem a própria vida.

Geralmente os jogadores são crianças e adolescentes, que por conta da idade e da formação de caráter são mais suscetíveis a influências de terceiros e também por passarem muito tempo nas redes sociais.

O jogo parece ter começado na Rússia, em 2015, quando infelizmente uma jovem de 15 anos foi até ao último desafio e tirou sua vida pulando do alto de um edifício. Dias depois, outra tragédia, uma adolescente de 14 anos se jogou na frente de um trem.

Mas porque o nome Baleia Azul?

Pelo que pude ver na pesquisa que fiz, parece que os criadores do jogo, o nomearam de Baleia Azul, por terem feito referência às supostas tendências suicidas das baleias, que voluntariamente procurariam encalhar em praias com o objetivo de se suicidar.

Mas, o biólogo Nelson Castro, não concorda com essa informação. “Elas não são suicidas. Não mesmo. A ciência não aceita essa hipótese”, afirma. Ele explica que os encalhes aumentaram devido a maior preservação desses mamíferos, gerando consequentemente um aumento dos acidentes.

Tais encalhes, porém, não são voluntários. “Encalhar como forma de suicídio, isso realmente não existe, não existe comprovação nenhuma. Quem inventou o jogo não era um biólogo”, diz Castro.

O biólogo acha muito estranho a escolha do animal para nomear um jogo que pode levar a adolescentes ao suicídio. “É gozado o jogo usar a baleia azul como referência. Trata-se de um animal dócil e não é o mais vinculado com encalhes”.

Aumento dos casos e preocupação

Como já falei, os primeiros casos foram na Rússia, e a preocupação aumentou bastante no ano passado, quando surgiram através de diversas fontes, 130 suicídios vinculados a comunidades virtuais chamados de “grupos da morte”. Daí, diversas países, tais como Inglaterra, França e Romênia têm alertado aos pais para ficarem vigilantes se seus filhos aparecerem com cortes nos braços e sinais de mutilação.

Os primeiros casos no Brasil, vieram de Mato Grosso, onde uma menina de 16 anos morreu após se afogar numa lagoa na região. A polícia suspeita de que a jovem participava do jogo Baleia Azul, pois apresentava cortes nos braços (caso queira saber mais detalhes desse caso, clique aqui).

A outros casos surgindo e assustando a população brasileira. Como o caso do jovem de 19 anos de Pará de Minas que foi encontrado morto dentro de casa (veja mais detalhes desse notícia aqui). Outra adolescente de 15 anos de Petrolina também foi encontrada morta no rio São Francisco (veja mais aqui). A casos de morte também em BH, Curitiba, Paraíba, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

Um jornal carioca teve acesso a uma mensagem de um carioca de 22, convidando-o para entrar no jogo. Na mensagem abaixo, há uma ameaça: “Caso nos bloqueie ou nos ignore, mandaremos seu número a nosso chefe. Ele pegará seus dados e descobrirá seu nome”.

Baleia Azul

Esse é outro caso, mensagens trocadas por alunos de escola da zona sul de João Pessoa no WhatsApp explicam como funciona o jogo.

Mensagens trocadas por alunos de escola da zona sul de João Pessoa no WhatsApp explicam como funciona o jogo (Foto: Arnaldo Sobrinho/PMPB/Reprodução/Whatsapp)

Os participantes do jogo sofrem ameaça dos curadores do jogo, pois os mesmos pegam informações como gostos e preferências pessoais, como também itinerários de parentes dos participantes.

 

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Ameaça de envenenamento alarma direção de escola e pais de alunos – WhatsApp/Reprodução.

A cada dia infelizmente surgem mais casos e notícias relacionados ao Jogo Baleia Azul.

 

Minha opinião

Sempre tenho falado com os que convivem mais perto de mim, que vivemos em um mundo caótico, que tem destruído as bases familiares, que zomba da fé cristã e que tem estabelecido suas próprias bases (e acredite, elas não são boas). Infelizmente, não vai melhorar, tende a piorar. Você pode pensar, nossa, como você é pessimista, não, na verdade, sou realista e também esse pensamento tem base bíblica.

Temos vivido tempos aonde a família deixou de ser a parte primordial e essencial do ser humano, pois a muitos outros motivos que afastam a família de cuidar e dedicar tempo para sua edificação e sustentação. E, esses tidos motivos que ao meu ver são egoístas tem causado o que vemos hoje acontecer com essa geração de crianças e adolescentes. Eu realmente, fico muito triste e preocupado com isso, pois vivemos tempos de PAIS “PRESENTES”, MAS MUITO AUSENTES.

Infelizmente essa ausência é devido a muitos pais estarem se dedicando mais a suas carreiras, a seus estudos, a seus próprios objetivos, por estarem trabalhando demais, por chegarem exaustos, cansados, “sem cabeça para os filhos”, ou pensando, “ah, eu trabalho para dar o melhor para meu filho, ele tem tudo”, pensamentos desse tipo têm feito crianças e adolescentes ficarem vazias, sozinhas, sem o sentimento de cuidado, amor, de exortação, de que os pais se importam, se preocupam. Dessa forma, eles tem sido educados pelo sistema que governa esse mundo, e, como falei, esse sistema é caótico e não valoriza a família, nem a vida.

OBS: Não estou aqui, fazendo apologia a não trabalhar, a não crescer profissionalmente, a não lutar pelos seus sonhos profissionais e pessoais, mas estou dizendo que as prioridades estão invertidas, e te pergunto do que vale, ter uma carreira de sucesso, mas uma família destruída. Sua família é o bem mais precioso que você tem nessa terra, não troque a edificação e cuidado dela por simplesmente dinheiro e poder. Na verdade, dinheiro e poder são coisas muito efêmeras, procure investir tempo de qualidade com o que realmente fica e importa.

Fazendo esse texto, o meu coração sofre, por ver crianças e adolescentes que deveriam estar cheios de esperança, de vigor, de sonhos a perseguir, de vontade de viver, estarem SILENCIOSAMENTE GRITANDO POR ATENÇÃO, POR CUIDADO. Acredito, que o sentimento deles, é terem sido abandonados em vida por seus próprios pais. Não creio que o suicídio e a automutilação é o que essas crianças e adolescentes querem, mas sim, elas querem ajuda, atenção e cuidado.

Sabe, o problema não é o jogo, na verdade, o problema é a causa e a razão dessas crianças e adolescentes estarem sem esperança de viver e vazias. Talvez, as mesmas procuram cumprir os 50 desafios, pensando que em algum deles, elas vão conseguir chamar a atenção dos seus pais. O jogo não é o problema em si, mas com certeza, ele desperta gatilhos suicidas em vidas que não vêem esperança e solução. É como se entregasse uma arma a quem tem sentimentos ruins a seu próprio respeito.

Gostaria de deixar pra você que nos acompanha aqui no Blog, algumas dicas e conselhos:

  1. Dedique tempo de qualidade a seus filhos (a);
  2. Demonstre amor a eles, e amor não se prova em dando o que eles querem, mas sim com atitudes, ações e palavras;
  3. Sonhe junto com seu filho (a) , desperte nele esperança de futuro, motivos de viver;
  4. Não seja um ditador autoritário, mas procure passar confiança e ser o melhor amigo dele (a);
  5. Acompanhe o que ele (a) tem feito nas redes sociais, na internet;
  6. Sente e veja o que ele tem assistido, com quem tem se relacionado na escola ou em qualquer outro ciclo de relacionamento dele (a);
  7. Caso perceba erros e excessos, converse de forma franca, explicando os motivos por que aquilo é ruim e maléfico;
  8. Estabeleça limites. A exortação é sim uma prova de amor e cuidado;
  9. Se perceber tristeza e sinais de não valorização, de desprezo consigo próprio, ligue o sinal de alerta e procure acompanha-ló e ajudá-lo (a);
  10. Eduque e ensine seus filhos (a) princípios cristãos;
  11. Deixe claro o quanto eles são importantes para Deus, que há na vida deles sonhos a serem cumpridos;
  12. Ore com eles e por eles (a).

 

Pra mim, a base cristã presente na família é uma das poucas esperanças para a restruturação e valorização da família. Também é muito importante que além dos pais, outros profissionais estejam envolvidos nessa luta, tais como: professores, diretores de instituições de ensino, autoridades e profissionais da saúde.

 

Movimentos que inspiram

Vale ressaltar, alguns movimentos que surgiram em oposição ao Jogo Baleia Azul.

Por exemplo, o Baleia Verde, um movimento fantástico e de valorização a vida, oferece aos participantes 35 tarefas que estimulam a autoconfiança e autoestima dos jogadores. A página no Facebook leva uma mensagem de apoio àqueles que já tiveram ou têm ideias suicidas.

Há também o Baleia Rosa, que já conta com mais de 200 mil seguidores. O jogo propõe desafios como “escreva na pele de alguém o quanto você a ama”, “poste uma foto usando a roupa que te faz sentir bem” e “faça carinho em alguém”. E há alguns outros surgindo.

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Conclusão

Que esse texto nos sirva de alerta e reflexão. Compartilhe, divulgue e comente. Vamos espalhar esperança, amor e valorização a vida.

Caso você seja um participante ou um pai que não sabe como agir diante desse cenário, entre em contato conosco que estaremos a disposição para ajudar.

Deus abençoe!

Natannael Mesquita

Sobre o autor | Website

Cristão apaixonado por Jesus e por Sua Palavra / Servo de Deus, diácono, intercessor / Formado em Publicidade e Propaganda/ Casado com uma princesa

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2 Comentários

  1. Excelente artigo, contexto atual ,interessante e bem direto ,nos alerta de forma objetiva sobre uma realidade que pensamos este longe mas que está em nossa porta , achei ótimo todos aconselhamentos de como ser mais próximo e cuidar melhor de nossos filhos ,testo sem palavras difíceis facilitando o entendimento pra qualquer pessoa,sem monotonia e nenhuma paragrafo tornando uma excelente leitura ,parabéns Natan.